terça-feira, 30 de abril de 2013

A 'FOLHA' POR DENTRO, DURANTE A DITADURA

‘Em 1970, a redação da Folha, no quarto andar de um prédio da Alameda Barão de Limeira, centro de São Paulo, era espacialmente dividida entre os jornais Folha de S.Paulo, Folha da Tarde e Última Hora e por policiais do DEOPS e do DOI-CODI. Eles espionavam diariamente os jornalistas e os colaboradores. Seguiam de perto, de modo especial, o jornalista Samuel Wainer,que havia negociado o jornal Ultima Hora com Otávio Frias de Oliveira. "Eles acompanham todos os meus passos e censuram as minhas informações", queixou-se comigo Wainer. "Eu posso ser preso a qualquer momento", desabafou. Certamente, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, não sabia disto. Economista competente, com o qual trabalhei dois anos no Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI), Aloizio Mercadante desconhece também que eu fui um dos jornalistas presos em janeiro de 1974. No portão de entrada da Folha'


Dermi Azevedo


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