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| Subcomandante Marcos |
Sua voz mais visível, embora não
seu líder, porque é um segundo-comandante — todos os comandantes são índios maias
— é o subcomandante Marcos. O comunicado abaixo do subcomandante em 28 de março
de 1994 explica o porque de esconder os rostos e porque todos os zapatistas
dizem que se chamam "Marcos": "Marcos é gay em São Francisco,
negro na África do Sul, asiático na Europa, hispânico em San Isidro, anarquista
na Espanha, palestino em Israel, indígena nas ruas de San Cristóbal, roqueiro
na cidade universitária, judeu na Alemanha, feminista nos partidos políticos,
comunista no pós-guerra fria, pacifista na Bósnia, artista sem galeria e sem
portfólio, dona de casa num sábado à tarde, jornalista nas páginas anteriores
do jornal, mulher no metropolitano depois das 22h, camponês sem terra, editor
marginal, operário sem trabalho, médico sem consultório, escritor sem livros e
sem leitores e, sobretudo, zapatista no Sudoeste do México. Enfim, Marcos é um
ser humano qualquer neste mundo. Marcos é todas as minorias intoleradas,
oprimidas, resistindo, exploradas, dizendo ¡Ya basta! Todas as minorias na hora
de falar e maiorias na hora de se calar e agüentar. Todos os intolerados
buscando uma palavra, sua palavra. Tudo que incomoda o poder e as boas
consciências, este é Marcos."

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