
Adoçante “aspartame” é excremento de bactérias geneticamente modificadas
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| Jornal GGN |
Um registro de patente de 1981 revela que o aspartame, o adoçante químico 200 vezes mais potente que a sacarose e consumido diariamente por cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, é feito a partir de fezes de bactérias geneticamente modificadas. O teor completo da fórmula do produto, que permaneceu vários anos oculto em escritórios de patentes a pedido da dona da fórmula, a empresa Monsanto, foi divulgado recentemente pelo jornal Natural News.
Em 1999, o jornal The Independent já havia publicado reportagem em que afirmava que a composição básica do aspartame continha bactérias geneticamente modificadas, e que a Monsanto passou a usar o adoçante químico em refrigerantes fabricados nos EUA (Estados Unidos) em substituição ao açúcar comum. O caso, no entanto, não ganhou ampla repercussão na época. O site Natural News relaciona o baixo interesse na época ao desconhecimento dos impactos do adoçante químico no organismo.
Dizia a reportagem do jornal britânico: “O adoçante mais utilizado no mundo, encontrado em refrigerantes e doces, está sendo feito por meio de um processo secreto de engenharia genética, que os cientistas dizem que precisa passar por mais experimentos para identificar eventuais efeitos colaterais tóxicos”. A reportagem prosseguia relatando uma ação do G8 e uma crescente desconfiança de pesquisadores sobre efeitos do aspartame no organismo.
“A cúpula do G8 decidiu abrir um inquérito sobre a segurança de alimentos geneticamente modificados (GM), e uma investigação do Independent revelou que a Monsanto, a gigante pioneira em alimentos a partir de GM e que fabrica o aspartame, muitas vezes usa bactérias geneticamente modificadas para produzir o adoçante em sua produção nos Estados Unidos”.
O Natural News ouviu especialistas para pontuar o processo de produção do aspartame sem os chamados jargões científicos presentes na descrição contida no documento de patente. A fórmula simplificada é classificada pela publicação como sendo algo “verdadeiramente perturbador”.
O processo de produção
O primeiro passo é a clonagem de micro-organismos, que são cultivados em tanques cujos ambientes são adaptados para ajudá-los a prosperar. Os micro-organismos em questão são os bacilos E. coli (Escherichia coli), que, em condições normais, estão presentes nos intestinos humanos com a finalidade de fermentar açúcares. Mas os bacilos clonados são geneticamente modificados.
As culturas de E. coli são alimentadas, e seus excrementos contém as proteínas ricas no segmento de aminoácidos L-aspártico e L-fenilalanina, dois dos elementos necessários para fazer o aspartame. Apenas as fezes que contêm as proteínas com os segmentos Asp-Phe são coletadas por assistentes de laboratório. Depois de tratadas, são submetidas a um processo de metilação, com adição de metanol – um tipo de álcool usado como solvente industrial. Apesar da fórmula, a Monsanto assegura a segurança e nutrição do aspartame:
“O aspartame não é só mais doce do que a sacarose, mas é preferível como um alimento. Enquanto a sacarose pode fornecer ao corpo um pouco mais de energia, o aspartame é composto de aminoácidos, os blocos de construção das proteínas do corpo. E como outras proteínas, é dividida pelas enzimas digestivas no estômago para seus aminoácidos constituintes, proporcionando assim um valor nutritivo. [...] Por estes motivos, o aspartame é uma promessa significativa para substituir o açúcar como adoçante.”
O sistema de perguntas e respostas (FAQ) do site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável por regular, autorizar ou até proibir o uso de produtos e substâncias em território nacional, afirma que “existe consenso entre inúmeros comitês internacionais sobre a segurança do aspartame”. Nenhum dos compostos liberados pelo aspartame quando ingerido é visto como sendo prejudicial. Outros sites dedicados à alimentação e nutrição, porém, como o Portal Busca Saúde e Sis Saúde, tratam o aspartame como uma ameaça.
Atualmente, mais de seis mil produtos são feitos com aspartame. O modo de saber se algum produto contém a controversa substância é a indicação presente na embalagem: “Contém uma fonte de fenilalanina”.
Alguns dos pontos tratados pela Anvisa:
O ácido aspártico liberado pelo aspartame representa risco à saúde?
Não. Doses de aspartame acima da dose diária recomendada resultam em aumento pequeno de ácido aspártico no sangue, bem abaixo de doses consideradas como prejudiciais à saúde. Alimentos em geral podem conter ácido aspártico. Por exemplo, um hambúrguer de 100 g pode conter até 40 vezes a quantidade de ácido aspártico presente em uma lata de refrigerante (350 ml) adicionado de aspartame.
A fenilanina liberada pelo aspartame representa risco à saúde?
Não. Após uma dose única de aspartame equivalente a 20 latas de refrigerante com este adoçante, o nível de fenilalanina no sangue permanece dentro da faixa normal , bem abaixo de níveis que possam causar toxicidade. Mesmo para indivíduos com capacidade reduzida de metabolizar a fenilanina (portadores heterozigotos de fenilcetonúria), uma dose semelhante não eleva os níveis plasmáticos de fenilanina a valores que possam ser considerados um risco à saúde.
O metanol liberado pelo aspartame representa risco à saúde?
Não. A quantidade de metanol liberada pelo aspartame é muito pequena e mesmo doses elevadas, equivalentes à ingestão diária recomendada para este adoçante, resulta em uma ingestão de metanol 200 vezes inferior à dose tóxica. A quantidade de metanol proveniente do aspartame contido em uma lata de refrigerante (350 ml) equivale à quantidade liberada pelo mesmo volume de suco de laranja e de maçã, sendo de 4 a 6 vezes inferior àquela presente no suco de tomate e de uva.
O aspartame pode ser consumido por grávidas e crianças?
Sim. O metabolismo do aspartame já foi estudado nestes grupos da população, não havendo até o presente evidências científicas de que gestantes e crianças metabolizem o aspartame diferentemente de um adulto normal.
Existe alguma relação entre o consumo de aspartame e esclerose múltipla, Lúpus sistêmico, mal de Alzheimer ou aparecimento de tumor cerebral?
Não. Esclerose múltipla é uma doença causada por muitos fatores, não existindo qualquer associação entre sua ocorrência e o consumo de aspartame. Também não existem evidências científicas associando o aspartame com Lúpus sistêmico, mal de Alzheimer e ocorrência de tumor cerebral.
O aspartame prejudica o diabético?
Não. Estimativas de ingestão de aspartame por diabéticos indicam um consumo considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Foram realizadas pesquisas para verificar o efeito do aspartame no organismo humano?
Sim. Há inúmeros dados na literatura sobre ensaios clínicos realizados em indivíduos normais, diabéticos e indivíduos com problemas no metabolismo da fenilalanina, não tendo sido evidenciados danos à saúde.
Com informações do Natural News e The Independent

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