“MAIS MÉDICOS É O COMEÇO DE UMA PROFUNDA MUDANÇA”
Ministro da Saúde diz que criação do programa foi "ato de coragem de Dilma"; durante a sanção da lei que institui o Mais Médicos, no Palácio do Planalto, Alexandre Padilha afirma ser "estranho" quem diz que a iniciativa é eleitoreira, uma vez que foi pedido de "prefeitos de todos os partidos"; nesta manhã, o médico cubano Juan Delgado, que foi vaiado e hostilizado por médicos do Ceará, numa imagem que envergonhou o Brasil, foi aplaudido de pé por colegas de profissão, autoridades e inclusive pela presidente Dilma Rousseff; "Dr. Juan, os que te ofenderam não representam nem o espírito do povo brasileiro, nem dos médicos brasileiros", afirmou Padilha; cerimônia tem auditório lotado de jalecos brancos
"O programa Mais Médicos é o começo de uma profunda mudança na saúde do nosso País", disse hoje o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a sanção da lei que cria o programa do governo federal, no Palácio do Planalto. Para ele, a criação do programa foi um "ato de coragem da presidente Dilma".
Na cerimônia, com a presença de diversas autoridades, uma cena emocionante. Os médicos e as autoridades do País fizeram um desagravo ao médico cubano Juan Delgado, que foi xingado e vaiado, inclusive chamado de "escravo", por médicos brasileiros no Ceará.
"Dr. Juan, os que te ofenderam não representam nem o espírito do povo brasileiro, nem dos médicos brasileiros", disse Padilha
O médico cubano de 49 anos, levantou-se e foi aplaudido por todas os presentes e pela presidente Dilma Rousseff.
Em seu discurso, Padilha disse ser "estranho" quem diz que o programa é eleitoreiro, uma vez que foi um "pedido que partiu de prefeitos de todos os partidos". "Estranho quem diz que o Mais Médicos é eleitoreiro. Não perceberam que a solicitação de médicos partiu de prefeitos de todos os partidos", disse.
O programa, disse Padilha, "O Mais Médicos vai ajudar a mudar uma certa mentalidade de que saúde só se faz dentro de hospital de alta complexidade. Vai mudar a mentalidade de que medicina só é acessível para uma parcela da população", afirmou o ministro.



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