13/04/2013
"O primeiro-ministro ameaça
com uma onda despedimentos que aparece na carta [enviada à 'troika'] escondida
sobre a forma eufemística de equivalência das condições do código laboral do
privado e do setor público", afirmou neste sábado João Semedo. O coordenador
do Bloco frisou que Passos Coelho quer “liberalizar” os despedimentos na função
pública.
![]() |
| esquerda.net |
O coordenador do Bloco frisou que
Passos Coelho quer “liberalizar” os despedimentos na função pública - Foto de
Paulete Matos (arquivo)
Segundo a agência Lusa, o
coordenador do Bloco de Esquerda sublinhou que a carta de Passos Coelho à
troika tem implícita uma ameaça não só aos funcionários públicos, mas também
aos reformados da função pública, aos doentes e desempregados.
João Semedo intervinha numa
sessão pública “Em defesa do Hospital Público de Barcelos”, realizada em
Barcelos, e em que participaram ainda Miguel Costa Gomes (presidente da Câmara
Municipal de Barcelos), Jorge Almeida (médico, membro da direção do SMN e
dirigente da FNAM), Teresa Geraldes Bastos (enfermeira do HSMM – Barcelos),
Armando Caldas (médico do HSMM – Barcelos) e Pedro Vila Chã, jornalista do JN,
que moderou o debate.
João Semedo disse ainda que a
carta contém uma "grosseira mentira", ao atribuir ao chumbo do
Tribunal Constitucional de quatro normas do Orçamento do Estado para 2013 a responsabilidade
"por esta nova vaga de austeridade".
"A responsabilidade é
exclusiva do primeiro-ministro e da sua sistemática política de austeridade,
que está a dar cabo do país e do défice, provoca recessão e aumenta a despesa
social mesmo quando o Governo a pretende cortar", apontou.
Para o Bloco de Esquerda, é
"fundamental" conseguir, junto da troika, anular uma parte da dívida,
baixando-a para valores que "seja possível pagar" e que libertem
fundos públicos para investir na economia e no emprego.
Semedo sublinhou que o
alargamento em sete anos do prazo para pagar o empréstimo significa que
Portugal terá mais tempo para pagar, mas pagará mais juros. "Ou seja, o
empréstimo da troika será para pagar mais devagar, mas sairá ainda mais caro em
cerca de 6 mil milhões de euros ao erário público", alertou.
João Semedo reafirmou que o Bloco
está disponível para um Governo de esquerda, que inclua todos os partidos que
"estejam dispostos a virar a página do memorando".
"Recentemente, o PS cortou
com o Governo e com Pedro Passos Coelho, mas não é claro que tenha cortado com
o memorando e com a troika. Sem cortar, Portugal fica sempre refém desta
austeridade que tem esmagado o orçamento das famílias, as empresas, a economia
e o emprego", vincou o coordenador do Bloco.
A terminar, João Semedo disse que
não aceita que o Governo "seja tutelado pela troika": "Uma coisa
é ser financiado, outra é ser tutelado, queremos recuperar a soberania política
do país", frisou.
_____________
Fonte: Esquerda.Net


Nenhum comentário:
Postar um comentário