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Na noite de ontem (27), cerca de
400 pessoas fizeram um protesto durante a partida de futebol que marcou a
reabertura do estádio jornalista Mário Filho, o Maracanã, no Rio de Janeiro. Os
manifestantes se mobilizaram contra a privatização do tradicional complexo
esportivo e os demais impactos dos megaeventos na vida do povo pobre, como a
militarização de favelas e a remoção arbitrária de bairros pobres. Participaram
do ato, alunos e parentes de alunos da Escola Friedenreich, indígenas da Aldeia
Maracanã, atletas e parentes de atletas que treinavam no Estádio de Atletismo
Célio de Barros e no Parque Aquático Júlio Delamare, além de diversas pessoas
atingidas pelas megaconstruções promovidas pelo gerenciamento
Dilma/Cabral/Paes.
Em um determinado momento da
manifestação, sem nenhum motivo visível, PMs começaram a jogar bombas
indiscriminadamente contra as pessoas que participavam do ato. Entre elas
estavam mulheres e várias crianças que estudam no Colégio Municipal
Friedenreich. A escola é parte do Complexo Maracanã e ficou entre as dez
melhores escolas públicas do Estado do 1° ao 5° ano de ensino, segundo as notas
do Ideb (Instituto de Desevolvimento da Educação Básica) de 2011.
Depois de dar uma demonstração da
crescente violência do Estado contra os movimentos sociais, PMs prenderam
vários manifestantes. Até mesmo um de nossos jornalistas permaneceu por vinte
minutos detido acusado de "ser manifestante", apesar de estar
identificado e com o seu equipamento na mão. Os presos foram levados para a 18ª
DP e liberados depois de prestarem depoimento. Eles responderão pelos crimes de
agressão e desacato a autoridade.

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